Sexta-feira, Setembro 02, 2005
Se amar é querer
A-bordado por Carina às 18:47. Rumores ...
Quarta-feira, Julho 27, 2005
A-bordado por Carina às 23:53. Rumores ...
Sexta-feira, Julho 22, 2005
Happy Birthday
A-bordado por Carina às 17:24. Rumores ...
Terça-feira, Julho 19, 2005
O Cactus
A-bordado por Carina às 00:06. Rumores ...
Sábado, Junho 04, 2005
Enquanto pode
A-bordado por Carina às 16:10. Rumores ...
e só se quer o que não se tem,
vamos fingir que não somos um do outro, vamos?
e cometer crimes como se fizessem parte...
E fazem.
Amo fingir.
Quero fingir.
Vamos fugir?
[Hector]
Lá no alto
Pra que diabos escrever poemas?
Por que eu quero um grande amor?
De que adianta plantar árvores?
Ler?...
- Então, ela saltou. E viu que não era bem assim...
Nossa!
Este blog está fazendo dois anos!
Magina!
Nha... magina não.
É só um blog, po.
Se fosse uma pessoa, tudo bem, mas...
Comemorar aniversário de blog é sacanagem...
É como responder ao boa-noite da Ana Paula Padrão.
Mas po... Dois anos de história.
Puta merda, tô virando gente.
Na minha janela tem um cactus,
todo seco,
feliz da vida.
Todos dizem: ele é feio,
nem tem vida
e assusta.
- Mas só por ter espinhos?
Mal sabem que,
no coração do meu cactus,
tem muita agüinha guardada
pro dia em que eu tiver sede
de companhia.
Veja que estou só. Só num veículo lotado. Comum, nos dias de hoje - e talvez de sempre - que, num mundo de gente, todo mundo não signifique para você.
Veja que, talvez, muitas das pessoas que gostam da solidão e a ela recorrem várias vezes, já tenham tido essa sensação. Sensação de cheiro de que só se percebe a presença quando fede. Ora. Eu não fedo. E talvez nem cheire.
As conversas pairam aleatórias e eu me acho aqui, insípida. Penso em tudo de incômodo e que a semana tem dias úteis demais. Percebo que quero ser acalentada de alguma forma. Veja que as pessoas não vêem: todas voltadas para si, discutindo-se a si mesmas. Várias costas voltadas, cabelos, pernas e pés.
Acontecem dores em partes estratégicas do meu corpo. O engarrafamento lá fora me deixa intransitável. Buzinas e vozes se confundem, tremem e pressionam minha pele.
Quisera me contorcer como num choque de cores, fazer movimentos que nunca fiz e retrair-me toda até o estágio fetal do corpo. Quisera reduzir a pó; até ser cinza, cinza. A cidade lá fora. Que ninguém já veja mesmo.